⚖️ Regulação & ANVISA

Justiça do Quênia rejeita pedido de legalização da cannabis por Rastafarianos

Decisão judicial destaca a necessidade de debate nacional sobre a cannabis.

Publicado em 15/07/2026 às 10:16 · 2 min de leitura · Fonte: BBC News — World
Justiça do Quênia rejeita pedido de legalização da cannabis por Rastafarianos

O Tribunal Superior do Quênia rejeitou um pedido do grupo Rastafarian para legalizar o uso de cannabis em rituais religiosos. A decisão foi proferida pelo juiz Bahati Mwamuye, que argumentou que a comunidade não conseguiu demonstrar que as leis sobre drogas violavam seus direitos constitucionais à liberdade de religião e crença.

Os Rastafarianos sustentavam que a proibição do uso de cannabis afetava sua prática religiosa, que considera a planta um sacramento sagrado. Eles buscavam permissão para cultivar, possuir e utilizar a cannabis em particular durante os cultos, sem o temor de serem processados. O grupo deixou claro que não estava pleiteando a legalização ampla da cannabis, mas sim uma exceção limitada para fins religiosos.

Argumentos da Comunidade Rastafarian

Na sua petição, a Sociedade Rastafari do Quênia defendeu que fumar cannabis é parte de sua doutrina religiosa, que deve ser respeitada. No entanto, o estado se opôs à solicitação, alegando que uma isenção religiosa poderia enfraquecer a aplicação das leis antidrogas do país e abrir brechas para o tráfico de cannabis.

Em sua decisão, o juiz Mwamuye ressaltou que as evidências apresentadas pela comunidade sobre a centralidade do uso da cannabis em sua fé eram inconsistentes e insuficientes para comprovar que o uso da planta era um elemento essencial do Rastafarianismo. O juiz também reafirmou a constitucionalidade das leis que proíbem o cultivo, a posse e o uso da cannabis, resultando em um revés significativo para a luta jurídica dos Rastafarianos, que já durava seis anos.

Contexto da Legalização da Cannabis no Quênia

O Quênia possui uma legislação rigorosa sobre drogas, com a Lei de Controle de Drogas Narcóticas e Substâncias Psicotrópicas, que considera a posse de cannabis um crime. As penas para quem for condenado por posse para uso pessoal podem chegar a cinco anos de prisão ou uma multa de até US$ 800. O cultivo de cannabis acarreta multas de até US$ 1.900 ou três vezes o valor de mercado das plantas, além de possíveis penas de até 20 anos de prisão. Penalidades ainda mais severas são aplicadas a crimes relacionados ao tráfico de drogas.

O julgamento acontece sete anos após uma decisão do mesmo tribunal que reconheceu o Rastafarianismo como uma religião protegida no Quênia. O movimento Rastafari tem crescido entre os jovens quenianos, especialmente por sua conexão com a história anticolonial do país, simbolizada pelo uso de dreads por muitos lutadores Mau Mau na década de 1950.

O juiz Mwamuye enfatizou a necessidade de um debate nacional mais amplo sobre a cannabis, afirmando que a questão transcende a comunidade Rastafarian. “Devemos ter conversas francas sobre a cannabis e quais direções devemos tomar”, concluiu.

Matéria produzida a partir de fontes públicas, com crédito a BBC News — World. Ver fonte original ↗

Aviso. Conteúdo jornalístico e educativo sobre cannabis medicinal. Não é indicação terapêutica, recomendação de uso ou oferta de produto. Produtos de Cannabis são dispensados apenas sob prescrição, após avaliação médica.

Tem prescrição de Cannabis medicinal?
Inicie seu tratamento com acompanhamento farmacêutico na Viora Saúde.
Iniciar meu cadastro

Leia também